Como Vejo o Futuro
Esse post é um dos que vinha pensando como escrevê-lo faz tempo, mas precisava verificar com números e tendências se o meu raciocínio está no caminho certo.
Nesse post vou falar como vizualizo para um futuro próximo as informações chegando para os usuários.
Computador e TV
A TV digital pode demorar, mas quando vingar irá causar um grande impacto na forma de como iremos interagir com a notícia. Concordo 100% com o Paul Grahan quando ele escreveu que a TV perdeu para o computador e que este último irá realmente ser a porta de entrada de informação, lazer e entretenimento dos usuários no futuro e a tv como conhecemos irá ficar obsoleta.
As conexões do futuro serão via fibra óptica, com grande capacidade de transmissão. No lugar de termos setop boxes ou utros aparelhos para conexões para a TV e o computador, a fibra irá chegar diretamente neste último e ele irá se comunicar com a TV via rede wireless. A TV terá uma placa de rede wireless para receber os dados do micro e pouco processamento, como os antigos terminais burros. Todo o processamento e inteligência ficará no micro computador. A TV será apenas um monitor.
Essa inteligência que me refiro é um sincronismo de agenda pessoal com a programação da TV, a busca por programas com palavras chaves (atores, filmes, documentários, etc.) para serem exibidos ou gravados e mais e mais personalização do conteúdo pelo usuário. Com base nas preferências dos usuários, a programação será montada e modificada.
A tendência que a TV será transmitida via IP foi confirmada quando li alguns posts confirmando que a IP TV está crescendo. O primeiro foi no site Gigaom e o segundo no site da cisco, no qual falava que vídeo na Internet é responsável por 30% de todo o tráfego atual, alcançando 60% em 2013 (sem contar tráfego de redes P2P – ponto a ponto).
Formato da Comunicação
Observamos hoje uma tendência a descentralização da informação e os usuários estão confortáveis com isso. Existem sites só para busca, sites para colocar fotos, sites de e-mail, sites para blog, twitter, redes sociais etc. Acabou o modelo de um lugar só para tudo.
A palavra hoje é colaboração e participação dos usuários no fluxo da informação. Quem não se adaptar a isso, estaá fora do jogo.
A mídia escrita (jornais e revistas) está perdendo mais e mais espaço para o mundo on-line e vários jornais estão fechando nos EUA. Competir com informação de graça na Web, tendo um custo para produzi-la foi demais para alguns periódicos. Pensou-se em várias coisas, até em micro pagamentos, mas segundo o siste Internet evolution, essa não é uma boa idéia. Existem custos para produzir a notícia, mas como viabilizar isso comecialmente é o grande desafio para empresários.
O usuário também gosta de informações em tempo real. Vide os protestos no Irã que foram documentados detalhadamente no twitter. O site techcrunch comparou o Twitter a CNN da nova geração.
Isso mostrou que não só a mídia impressa está em crise, creio que essa crise também está afetando aos poucos a TV e ela sem dúvida será a próxima a sentir isso. Com os novos hábitos adquiridos na Internet de informação em tempo real, quem quer se submeter a uma grade de programação de TV, onde ela dita os horários dos seus programas e você não pode interagir se concorda ou não com a notícia? O crescente número de horas que o brasileiro passa na Internet divulgado pelo Ibope pode indicar um declínio nas horas dedicadas a assitir TV.
O que Pode Acontecer
Os empresários de mídia estão com um grande problema nas mãos que é manter a qualidade da produção de conteúdo, pagar seus funcionários e custos e competir com o modelo de negócio da Internet que tudo é de graça para o usuário e que os custos são pagos por anunciantes. Não vai ser fácil pois não há anunciantes para todos e nem todos os usuários querem pagar por conteúdo.
Se a TV pensa que está imune a crise que afeta a mídia impressa, pense novamente. Seus executivos também devem tentar entender como esse mundo funciona e adaptar-se. Ainda há tempo.
A solução é complicada, pois produzir e divulgar conteúdo tem custo e alguém precisa pagar por isso. Contudo, é chegada a hora dos altos executivos reconhecerem que talvez estejam com a estratégia errada para o mundo on-line e começarem a contratar e a ouvir gente da nova geração. É preciso entender como eles pensam para poder oferecer um produto compatível.